Uma Conversa Sobre Metas e Equipes de Alto Desempenho

Sometimes I feel the fear
Of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much
I'll let the fear take the wheel and steer
It's driven me before
And it seems to have a vague
Haunting mass appeal
But lately I'm beginning to find that
I should be the one behind the wheel

(Drive - Incubus)

Nosso papel como empresa-gente-grande (liberdade poética retirada de outro post do blog) é de entregar resultados gigantes. E não me entenda mal, mas é difícil falar de entrega de resultados e não falar de meta batida.

Eu digo “não me entenda mal” porque há um grande temor em cima de metas. Temor esse que sinceramente nunca entendi, parece assunto velado. Temos que ver metas como o meio para o objetivo e nunca como o fim.

Os números contam uma história. Sim! Essa história pode ser mal contada. É papel do líder traçar metas que vão, acima de tudo, ao encontro dos objetivos da empresa. Devem ser ousadas, porém factíveis. Devem contemplar o todo e não só uma realidade vista por poucos. Traçar metas bem feitas é o primeiro parágrafo de uma história de sucesso.

O ator principal nessa história é o batedor de metas. Ele deve sempre enxergar as metas como parceiras. É através delas que ele fica “atrás do volante” e toma controle dos resultados. Deve muito à elas, mas nunca deve temê-las.

And now we're driving, over
Fears that make us feel like we're not enough
Yeah, we're flying up, closer
Dancing on the edge of the world above
(Beautiful escape - Tom Misch)

Além do batedor de metas, essa história admite somente um outro personagem: o líder batedor de metas. O desafio é um pouco mais amplo nesse caso. Como fazer que sua equipe bata a meta com você? Sendo mais específico, como fazer com que a sua equipe queira atingir as metas que você traçou?

O líder vende um sonho.

Traçar os números é fácil, e o Excel aceita tudo (pausa para um pequeno louvor a esse software <3). A verdade é que colocar números em uma planilha é uma tarefa meramente operacional e não deve ser visto como estratégica.

O verdadeiro trabalho do líder batedor de metas é a construção de metas coerentes e que tirem sua equipe da zona de conforto. É estratégico e consegue prever caminhos (até o da falha). Não teme errar por isso. Sabe que não tem problema se mudar o rumo, o que importa é chegar no ponto final certo.

You grieve, you learn
You choke, you learn
You laugh, you learn
You choose, you learn
You pray, you learn
You ask, you learn
You live, you learn
(You learn - Alanis Morissette)

A meta está traçada: ok

Os caminhos podem mudar e não abalarão o resultado: ok

Parece fácil, mas tem sempre um ponto falho nessa cadeia: comunicação. Sim, isso é um dos clichês apresentados pelos empreendedores de palco. Agora, verdade seja dita, não é fácil ter e dar abertura pra falar de problemas.

Como deixar o caminho aberto para as pessoas te falarem “Deu errado. Não vou conseguir”?

Entra em cena uma ferramenta fundamental nessa história, o feedback. Não, não estou falando só daquele estruturado que um lado fala e o outro, quieto, escuta. É feedback completo, bilateral e constante. Sincero!

É fundamental o líder dar abertura para sua equipe se comunicar com ele, mas mais importante, a equipe nunca pode ter medo de dar um feedback. A equipe trazer problemas pro líder é mais importante do que o caminho contrário. Diria mais, é função imprescindível de qualquer membro da empresa ser aberto com seu líder.

O feedback ensina, muda o rumo e mantém o foco da equipe.

We'll walk this road together, through the storm.
Whatever weather, cold or warm
(Not afraid - Eminem)

Verdade, conforto aqui não é palavra de ordem. Na verdade, dificilmente lemos isso na mesma frase que a palavra “meta”. O caminho é factível, ninguém falou fácil. Fácil é chato e todo mundo faz. E convenhamos, já faz tempo que não somos mais todo mundo.

 
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luiz guilherme noldin

production manager at decora